Griselda regressou à Colômbia em 2004, após cumprir nos Estados Unidos parte de uma pena de 60 anos de prisão, a qual foi sentenciada em 1985. Fabio Castillo, autor do livro "Os cavaleiros da cocaína", que narra a história do narcotráfico na Colômbia, revela que Blanco trabalhou inicialmente para o primeiro cartel de cocaína da cidade de Medellín, chefiado por Alfredo Gómez "El Padrino".
Segundo Castillo, ela "tinha a função de criar os mecanismos para lavar os dólares obtidos com o tráfico de drogas na rede de Gómez", cuja organização começou a desmoronar em 1976 com a prisão de seus principais contatos em Nova York. O livro afirma que Griselda desenvolveu uma poderosa rede de narcotráfico que utilizava especialmente mulheres como mulas para levar a droga aos Estados Unidos.
As autoridades estimam que ela chegou a enviar cerca de 1.500 quilos de cocaína por mês, e foi a primeira a utilizar a rota da Flórida, abrindo caminho para Escobar, o maior traficante de drogas colombiano. Conhecida por sua personalidade violenta, foi acusada de 250 homicídios, incluindo dois de seus três maridos. Alberto Bravo, um dos maridos, foi morto em um tiroteio em estacionamento de discoteca em Bogotá, no ano de 1975, em plena luz do dia.