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Raul Castro condiciona avanço nas negociações com EUA ao fim de embargo

Sem compromisso maior, presidente cubano afirmou que iniciativa americana perde sentido

Cubano discursou a lideres de outros 32 países
Cubano discursou a lideres de outros 32 países Foto : Adalberto Roque / AFP / CP Memória
O presidente de Cuba, Raul Castro, aproveitou a terceira cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para detalhar nesta quarta-feira a posição de seu país nas negociações com os Estados Unidos. Na semana passada, representantes das duas nações se reuniram em Havana para restabelecer relações após 50 anos de distanciamento. Segundo Castro, isso só será possível se o governo norte-americano colocar um fim ao embargo que impôs à ilha há meio século.

“O bloqueio econômico, comercial e financeiro – que provoca enormes danos humanos e econômicos e viola o direito internacional – deve cessar”, disse o cubano em discurso aos lideres de outros 32 países. O presidente também exigiu “a devolução do território indevidamente ocupado pela Base Naval de Guantánamo” e a “justa compensação ao povo [de Cuba] pelos danos que sofreu pelo embargo norte-americano”.

Sem um compromisso maior, Castro afirmou que a iniciativa do presidente Barack Obama perde sentido. A Celac vai aprovar um documento pedindo o final do bloqueio a Cuba.

O bloco, que reúne todos os países das Américas, com exceção dos Estados Unidos e Canadá, nasceu como uma alternativa à Organizacao de Estados Americanos (OEA), da qual Cuba não faz parte, embora o governo tenha sido convidado para participar da próxima Cúpula das Américas, reunião da OEA que ocorrerá no Panamá em abril.