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Raul Castro inagura Cúpula da Alba marcada por crise em Honduras

Presidente cubano criticou o papel dos Estados Unidos

A 13ª Cúpula da Aliança para as Américas (Alba) começou neste domingo em Havana, liderada pelos presidentes Raul Castro, de Cuba, e Hugo Chávez, da Venezuela, com uma agenda dominada pela crise em Honduras. Na abertura do encontro, com autoridades representando os nove países do grupo, o governante cubano saudou seu irmão, o líder comunista Fidel Castro, e criticou o papel dos EUA na crise hondurenha. Segundo Raúl Castro, Fidel está acompanhando atentamente a Cúpula.

Raúl Castro pediu aos países da Alba que defendam uma posição firme sobre a mudança climática na Conferência da ONU em Copenhague. "Os países da Alba devem defender uma posição firme sobre este assunto decisivo (a mudança climática) para o futuro da espécie humana", disse Raúl Castro, de 78 anos, ao inaugurar a reunião, no Palácio de Convenções.

A Cúpula da Alba adotará uma posição comum sobre o tema, que segundo anunciou sábado o vice-chanceler cubano, Rogelio Sierra, "constituirá uma pauta para a atuação de seus nove membros em Copenhague "com uma só voz". Líderes da Alba, como o presidente boliviano Evo Morales, culpam o "capitalismo" e o "imperialismo" pelos graves problemas ambientais do mundo. A Alba, criada há cinco anos Por Cuba e Venezuela, é integrada também por Bolívia, Nicarágua, Equador, Honduras, Dominicana, Antígua e Barbuda, e São Vicente e Granadinas.