Uma dezena de quilômetros ao sul de Maaret al Nooman, localidade estratégica ao sul de Aleppo, nas mãos dos rebeldes há uma semana, os insurgentes bloqueavam uma coluna de blindados e de transporte de tropas, segundo um jornalista da AFP. Nesta localização, os rebeldes tentam bloquear os reforços do governo, já que se trata de uma passagem obrigatória para se chegar a Aleppo, mergulhada em combates desde meados de julho.
Os rebeldes conseguiram inclusive que tropas do exército recuassem para contê-las em duas bases militares da periferia leste de Maaret al Nooman, entre elas da Wadi Daif, a mais importante da região. A aviação bombardeava este sábado as posições dos rebeldes para defender esta base, segundo o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Os combates e os bombardeios levaram à fuga muitos moradores da região, destacou o OSDH. Um caça-bombardeiro soltou pela manhã duas bombas no centro da cidade, matando pelo menos dois civis.
Segundo especialistas, o exército está enfraquecido pela multiplicação de frentes no país e os ataques nas estradas. Sua superioridade militar, em particular, por si só lhe permite desacelerar o avanço dos rebeldes.
Este sábado, segundo o OSDH, a violência deixou 75 mortos, entre eles 18 civis, 33 soldados e 24 rebeldes.
Intensa atividade diplomática
O conflito sírio provocou uma intensa atividade diplomática este sábado em Istambul, em meio à tensão crescente entre Turquia e Síria, depois que Ancara interceptou um avião civil sírio esta semana para controlar sua carga. Em sinal de que estas tensões não diminuem entre Turquia e Síria, um caça turco afastou na sexta-feira um helicóptero do exército sírio que tinha se aproximado da fronteira, segundo um funcionário turco.
O premier turco, Recep Tayyip Erdogan, e seu chanceler, Ahmet Davutoglu, tiveram uma reunião sobre a Síria com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil el Arabi, segundo a agência de notícias Anatolia. Davutoglu e El Arabi conversaram sobre os últimos acontecimentos na fronteira turco-síria após a morte de cinco turcos em 3 de outubro por um obus sírio e a resposta da artilharia turca, segundo a agência Anatolia.
Também falaram sobre a situação da oposição síria, que a Turquia apoia, e da interceptação na quarta-feira de um avião de carreira sírio que viajava de Moscou para Damasco.
Ancara garante que o avião transportava armas de fabricação russa destinadas às forças sírias, o que negam Moscou e Damasco, sendo que este último mencionou simples peças de radar.