Tahuni disse ter feito a declaração "em nome de Deus, de nossos revolucionários e mártires", em linha com a diretoria do CNT e do Comitê Executivo. Ele afirmou que o líder do CNT, Mustafah Abdel Jalil, chegará a Trípoli o mais rápido possível, assim que a situação de segurança permitir.
O ministro de petróleo e de economia do governo provisório também nomeou os chefes de pastas-chave, incluindo o ministro do Interior, de Informação e de Infraestrutura, assim como o chefe da segurança para Trípoli.
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Nesta quinta-feira, os rebeldes tomaram o controle da estratégica cidade de Al Wig, no extremo Sul da Líbia. A informação foi confirmada pelo porta-voz dos autores do ataque, Mohammed Wardugu, em Benghazi (leste). Considerados apoiadores do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político dos rebeldes), esses combatentes são membros de uma minoria étnica do sul saariano.
Em 18 de agosto, os rebeldes tomaram a cidade de Morzuk, na região desértica do sul do país, mostrando vontade de participar da revolta realizada desde fevereiro contra o regime do coronel Muammar Kadhafi. Próxima às fronteiras com Níger e Chade, a cidade de Al Wig "é estratégica, já que tem uma pista de aterrissagem", segundo Wardugu.
Mais cedo, Kadhafi convocou os partidários à luta armada para "derrotar os inimigos e libertar Trípoli", em uma mensagem de áudio. "É preciso resistir a estes ratos inimigos, que serão derrotados pela luta armada", declarou o coronel na gravação divulgada pela cadeia por satélite Arrai, com sede na Síria. "Saiam de suas casas e libertem Trípoli", convocou.
Esta é a terceira mensagem que Kadhafi divulga desde que os rebeldes se apoderaram do quartel-general em Trípoli. Na mensagem anterior, ele explicou que deixou o local em uma "retirada tática" por causa dos ataques dos aviões da Otan. Na outra mensagem, afirmou que passeou pelas ruas de Trípoli incógnito. Kadhafi, há 42 anos no poder na Líbia, não é visto em público há semanas.