Dezenas de grupos rebeldes sírios rejeitaram um pedido de Moscou para a organização de um encontro de cúpula com o regime de Damasco em janeiro em Sochi, com o objetivo de buscar uma solução ao conflito na Síria.
Rússia e Irã - aliados de peso do presidente sírio Bashar al-Assad - e Turquia - que apoia a rebelião - apresentaram a proposta para a organização de um "congresso de diálogo nacional" na cidade russa nos dias 29 e 30 de janeiro.
A sugestão foi apresentada no momento em que o equilíbrio de forças se inclina amplamente a favor do regime, que controla 55% do território sírio após infligir uma série de derrotas aos rebeldes. "Rejeitamos totalmente a tentativa da Rússia de evitar o processo de Genebra", afirma um comunicado divulgado por 40 grupos rebeldes, em referência às negociações de paz organizadas nesta cidade suíça pela ONU e que ainda não conseguiram esboçar um plano de paz.
Entre os grupos que assinaram o comunicado estão o influente movimento islamita Ahrar al-Sham e grupos que no passado receberam armas de Washington, como as brigadas Al-Motasem. O regime de Damasco aceitou imediatamente participar na reunião de Sochi. O governo já criticou em várias ocasiões o processo de Genebra.
As negociações sempre esbarram na questão do futuro de Assad. Damasco se recusa a abordar a eventualidade de sua saída do poder, exigida pela oposição. A complexa guerra na Síria deixou mais de 340.000 mortos desde março de 2011.
Rebeldes sírios rejeitam reunião de paz na Rússia
Sugestão foi apresentada por países que apoiam presidente Bashar Al-Assad