Líderes da oposição política afirmam que um dos filhos do general, Mohammed, recusou o pedido para que se rendesse, num primeiro momento. Ele e seus guardas atiraram contra rebeldes, o que resultou na morte de um opositor e ferimentos graves em um dos guarda costas. A família do herdeiro, assim como ele, estariam em segurança, depois dele finalmente desistir da resistência. O Tribunal Penal Internacional (TPI) confirmou a captura de outro filho, Saif al-Islam. Ele era considerado o sucessor do pai no governo líbio.
"Estes desafios são uma oportunidade única neste período de transição, de dar vida a todos os direitos pelos quais lutamos", ponderou. "Devem ser prudentes. O combate não acabou. Mas, se Deus quiser, em algumas horas nossa vitória será completa", aconselhou aquele que, no momento, exerce o cargo de primeiro-ministro à frente do Executivo rebelde.
Na primeira grande cidade a cair sob controle dos opositores ao general, Benghazi, dezenas de milhares de moradores saíram às ruas da "capital" dos rebeldes para comemorar o iminente fim do regime de Muamar Kadhafi. Motoristas buzinavam, tiros de armas automáticas eram ouvidos e gritos de vitória explodiram em toda a cidade após o anúncio feito pelas redes de televisão da chegada dos rebeldes ao coração da capital do país.
Milhares de veículos, que geraram um engarrafamento gigantesco nesta cidade, convergiam para o centro, enquanto nas mesquitas os fiéis comemoravam a vitória com orações. Projetadas no muro branco de um tribunal, as imagens dos combatentes rebeldes na capital "libertada" levavam a multidão ao delírio. Em cada janela, carro ou fachada de prédio era possível ver a bandeira com as cores do país antes do golpe de Estado de 1969, vermelha, verde e preta.
Tiros de armas automáticas e gritos de vitória explodiram em Benghazi. | Foto: Gianluigi Guercia / AFP / CP