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Rebelião no Equador deixou 4 mortos e 193 feridos

Tropas leais ao presidente Rafael Correa entram em confronto com agentes rebelados

Rebelião no Equador deixou 4 mortos e 193 feridos
Rebelião no Equador deixou 4 mortos e 193 feridos Foto : John Silva / AFP / CP
A rebelião policial de quinta-feira no Equador deixou quatro mortos e 193 feridos, informou nesta sexta-feira o governo em Quito, após o violento tiroteio da véspera entre tropas leais ao presidente Rafael Correa e agentes rebelados.

"Temos quatro pessoas que faleceram por esta absurda violência provocada por um punhado de insensatos", disse o ministro do Interior, Gustavo Jalkh, à agência oficial de notícias Andes. O ministro assinalou que, "lamentavelmente, confirmamos o falecimento de quatro pessoas: dois militares, um policial que protegia o presidente da República e um estudante (...) de 24 anos".

Segundo Jalkh, o governo decretou três dias de luto nacional. O ministro da Saúde, David Chiriboga, informou que durante a rebelião 193 pessoas ficaram feridas, várias gravemente.

No mais grave incidente da revolta, tropas leais ao governo trocaram tiros com policiais rebelados que impediam a saída de Correa de um hospital, para onde o presidente foi levado após ser agredido nos arredores de um quartel tomado pelos revoltosos.

Após intenso tiroteio, militares e policiais leais ao governo resgataram Correa, que seguiu para o palácio presidencial. Antes do incidente, partidários de Correa foram cercados por quase 100 policiais motorizados quando seguiam para o hospital, no Norte de Quito, e atacados com bombas de gás lacrimogêneo, pedras e tijolos.

A rebelião foi deflagrada após a aprovação da lei que reduz benefícios salariais de policiais e militares. Durante os protestos, policiais e militares assumiram o controle de diversos quartéis e das instalações da TV estatal do Equador, que parou de transmitir.

Os rebeldes também ocuparam a Assembleia Legislativa e o Aeroporto Internacional de Quito.


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