O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) declarou, nesta segunda-feira, que a América Latina e o Caribe devem adotar "uma abordagem mais concentrada no trabalho" e com amplitude para reduzir as desigualdades. Pronunciamento aconteceu na apresentação do Relatório sobre o Desenvolvimento Humano 2015.
Em seu informe anual, "Trabalho a serviço do desenvolvimento humano", o texto manifesta que, apenas se for aplicado um conceito "mais amplo de trabalho" e será possível aproveitar plenamente os benefícios para avançar. O documento ressaltou ainda as diferenças existentes no âmbito trabalhista em nível de gênero, ou devido à exclusão de raça, ou sexual.
O documento foi apresentado na Etiópia, em escala mundial, e no Uruguai, em nível regional. O PNUD defende que se promova a sustentabilidade e o trabalho justo e decente para todas as pessoas, além de reivindicar dos governos que considerem os diferentes tipos de trabalho - remunerados, ou não, voluntários, ou criativos - como motor de desenvolvimento humano.
O informe propõe um triplo plano de ação para maximizar benefícios e reduzir os riscos de aumento de brechas. O primeiro ponto é um "novo contrato social" entre governos, setores sociais e o âmbito privado para que se considere todos por igual, incluindo os trabalhadores que estão na informalidade. O segundo ponto é um "pacto mundial" entre governos para garantir direitos e benefícios dos trabalhadores, e o terceiro, um "Programa de Trabalho Decente", que abarque todos e que, assim, promova a igualdade, a liberdade sindical e a segurança em nível trabalhista, entre outros.
"O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) escolheu o Uruguai para apresentar o informe, porque leva muito tempo implementando ações e políticas para melhorar esse indicador", destacou a representante residente do PNUD no Uruguai, Denise Cook. Entre as regiões em desenvolvimento, Europa e Ásia Central e América Latina e Caribe são as de valor mais alto do Índice de Desenvolvimento Humano, com 0,748 em ambos os casos.
Reduzir desigualdade deve ser prioridade para América Latina, diz ONU
Documento foi apresentado na Etiópia, em escala mundial, e no Uruguai, em nível regional