A polícia pôs fim, na manhã desta segunda-feira, ao sequestro de um ônibus de turistas na capital das Filipinas, Manila, que durou horas. Relatos não confirmados oficialmente dão conta de que ex-policial que sequestrou o coletivo teria morrido.
Um ex-policial militar, armado com um fuzil, mantinha os reféns no ônibus há mais de dez horas. Em uma operação exibida ao vivo pelos canais de televisão filipinos, quando oficiais tentaram entrar por uma janela do ônibus, o sequestrador, Rolando Mendoza, abriu fogo e provocou a fuga dos policiais. Minutos depois, o sequestrador disparou uma rajada de tiros de dentro do ônibus na direção dos agentes. O sequestrador afirmou ter atirado em dois reféns a uma emissora de rádio."Atirei em dois chineses. Vou matar todos se isto continuar", declarou à Mindanao Network.
Pelo menos 25 pessoas estavam no ônibus, incluindo 22 turistas de Hong Kong e três cidadãos filipinos. O coletivo estava estacionado perto de um parque quando Rolando Mendoza, um ex-inspetor de polícia, subiu a bordo, informou o chefe de polícia da capital filipina, Leocadio Santiago.
Mendoza, um policial condecorado, foi demitido em 2008 da força de segurança depois de ter sido acusado de roubo, extorsão e infrações relacionadas às drogas. Imagens exibidas ao vivo por canais de TV filipinos mostravam o ônibus estacionado em frente ao Rizal Park, local muito visitado por turistas em pleno coração de Manila. A tomada de reféns lembra um crime similar ocorrido em 2007, quando um homem com transtornos psicológicos e armado com uma granada sequestrou 30 crianças, que foram liberadas após 10 horas de negociações.
Reféns são libertados de ônibus sequestrado nas Filipinas
Sequestrador teria sido morto em ação da polícia