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Regime sírio rejeita plano da Liga Árabe

Síria classificou iniciativa como "grosseira interferência" em assuntos internos

Síria classificou iniciativa como grosseira interferência em assuntos internos
Síria classificou iniciativa como grosseira interferência em assuntos internos Foto : Khaled Dsouki / AFP / CP
O governo sírio rejeitou nesta segunda-feira o novo plano da Liga Árabe para uma solução da crise no país. A Síria classificou a iniciativa como "grosseira ingerência em assuntos internos", segundo uma autoridade citada pela televisão oficial síria.

"A Síria rejeita as decisões tomadas contra ela e fora do plano de trabalho árabe, e considera que afetam a soberania nacional e (constituem) uma flagrante interferência em seus assuntos internos", disse o funcionário pela televisão.

Os chefes da diplomacia da Liga Árabe aprovaram nesse domingo em Cairo, no Egito, uma nova iniciativa para uma solução na Síria, que prevê que o presidente Bashar al-Assad transfira o poder à vice-presidência e a formação de um governo de unidade nacional "em dois meses". Esse plano será apresentado para a aprovação das Nações Unidas.

Segundo o governo sírio, esse plano é uma "violação flagrante" da Carta da Liga Árabe. "O Conselho de Ministros (da Liga Árabe) deveria ter assumido responsabilidade, detendo o financiamento e o fornecimento de armas aos terroristas", disse o funcionário, citado pela televisão.

"A decisão do Conselho de Ministros, que vai contra os interesses do povo, não impedirá que a Síria avance em sua política de reformas e que leve segurança e estabilidade ao povo, que demonstrou durante a crise o compromisso com a unidade nacional e a adesão ao presidente Assad", afirmou a fonte.


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