"A Síria rejeita as decisões tomadas contra ela e fora do plano de trabalho árabe, e considera que afetam a soberania nacional e (constituem) uma flagrante interferência em seus assuntos internos", disse o funcionário pela televisão.
Os chefes da diplomacia da Liga Árabe aprovaram nesse domingo em Cairo, no Egito, uma nova iniciativa para uma solução na Síria, que prevê que o presidente Bashar al-Assad transfira o poder à vice-presidência e a formação de um governo de unidade nacional "em dois meses". Esse plano será apresentado para a aprovação das Nações Unidas.
Segundo o governo sírio, esse plano é uma "violação flagrante" da Carta da Liga Árabe. "O Conselho de Ministros (da Liga Árabe) deveria ter assumido responsabilidade, detendo o financiamento e o fornecimento de armas aos terroristas", disse o funcionário, citado pela televisão.
"A decisão do Conselho de Ministros, que vai contra os interesses do povo, não impedirá que a Síria avance em sua política de reformas e que leve segurança e estabilidade ao povo, que demonstrou durante a crise o compromisso com a unidade nacional e a adesão ao presidente Assad", afirmou a fonte.