O rei anunciou ainda uma série de medidas para reforçar o pluralismo, os direitos humanos e as liberdades individuais, assim como a independência da justiça e o papel dos partidos políticos. O soberano também decidiu "inscrever", como parte da reforma, o processo de regionalização no reino, com as províncias do Saara Ocidental "na cabeça".
Mohamed VI afirmou que criou uma comissão especial para rever a Constituição, dirigida pelo jurista marroquino Abdeltif Menuni. Menuni apresentará ao rei, antes de junho, as propostas de reforma da Carta Magna, promulgada em 1962, e reformada pela última vez em 1996.
O discurso à nação foi o primeiro pronunciado pelo soberano desde o início das manifestações convocadas pelos jovens através do Facebook, para exigir "reformas políticas profundas".