Sheima Jastaniah foi condenada na segunda-feira por um tribunal de Yeda, cidade onde havia sido detida em julho ao dirigir um carro, anunciou ontem uma militante de defesa dos direitos humanos. Segundo ela, Sheima "não quis falar aos meios de comunicação sobre seu processo (...) e estamos impressionados (com a condenação a dez chibatadas)”.
A sentença foi dada um dia depois do anúncio histórico feito pelo rei Abdullah que deu às mulheres o direito ao voto e à candidatura nas eleições municipais e à entrada no Majlis al-Shura, conselho consultivo cujos membros são nomeados. A Anistia Internacional condenou a decisão, ao afirmar que mostrava a "magnitude das discriminações contra as mulheres".