• Leia mais sobre a guerra na Líbia
"Os objetivos deste tipo de ataque estarão sempre de acordo com a resolução das Nações Unidas, e esta, naturalmente, destaca a proteção da população", disse Hague à rádio BBC. "Não vou entrar em detalhes sobre o que ou quem pode se tornar alvo", acrescentou.
O ministro britânico da Defensa, Liam Fox, já havia mencionado no domingo a "possibilidade" de Kadhafi tornar-se alvo da operação "Alvorada da Odisséia". No entanto, o secretário norte-americano da Defesa, Robert Gates, indicou que esta opção seria "insensata".
Nesta segunda, a operação contra as forças de Kadhafi recebeu as críticas do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin. Segundo ele, a resolução 1973 da ONU que autorizou o uso da força para proteger os civis na Líbia recorda as "convocações às Cruzadas".
"É evidente que (a resolução) autoriza a fazer tudo a todo o mundo, independente da ação contra um Estado soberano. Isto me faz pensar nas convocações às Cruzadas da época da Idade Média, quando as pessoas eram chamadas para ir a algum lugar e libertá-lo".
Putin denunciou ainda o uso da força contra outros países o que, segundo ele, constitui uma tendência dos Estados Unidos. "O que me inquieta é a rapidez com que hoje são tomadas as decisões no que diz respeito ao uso da força nos assuntos internacionais", completou.
Forças de Kadhafi recuam
Forças do governo da Líbia recuaram nesta segunda-feira para posições a cem quilômetros da principal cidade controlada pelos rebeldes, Benghazi, após ataques aéreos internacionais destruírem boa parte de seus blindados. As forças leais ao governante líbio, Muammar Kadhafi, se retiraram da importante cidade de Ajdabiya, ao sul de Benghazi, deixando dezenas de tanques quebrados pela rodovia, segundo um repórter da France Presse.