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Reino Unido ordena retirada de funcionários de embaixada no Irã

Sede diplomática foi atacada por centenas de estudantes na terça em protesto contra sanções britânicas ao país

Sede diplomática foi atacada por centenas de estudantes na terça em protesto contra sanções britânicas ao país
Sede diplomática foi atacada por centenas de estudantes na terça em protesto contra sanções britânicas ao país Foto : Atta Kenare/AFP/CP
O Reino Unido decidiu, nesta quarta-feira, retirar todos os seus funcionários da embaixada do Irã, após o ataque da sua missão por manifestantes iranianos na terça. Um grupo de funcionários da embaixada já estava no aeroporto de Teerã prontos para embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, conforme um diplomata europeu.

Na terça-feira, centenas de estudantes ligados à linha dura do regime iraniano invadiram e depredaram a embaixada da Grã-Bretanha. O ataque ocorreu um dia após o Parlamento do Irã ter aprovado a expulsão do embaixador, numa retaliação à decisão britânica de impor sanções contra o programa nuclear daquele país.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a invasão e advertiu ao Irã sobre a responsabilidade do país na proteção do pessoal diplomático. "Os membros do Conselho de Segurança condenam nos termos mais enérgicos os ataques", destaca a declaração dos 15 países.

Citando a Convenção de Viena, que garante a proteção das sedes diplomáticas, o Conselho afirmou que "as autoridades iranianas devem proteger o pessoal e a infraestrutura consular e diplomática, assim como o pleno respeito de suas obrigações internacionais neste sentido".

Milhares de estudantes radicais iranianos se reuniram em frente à embaixada britânica na cidade para exigir a imediata expulsão de embaixador em Londres. Eles quebraram as janelas com pedras e queimaram bandeiras britânicas e israelenses. Horas mais tarde, pelo menos 100 iranianos invadiram um segundo complexo diplomático.

A polícia iraniana deu um ultimato aos manifestantes para que deixassem a área. O vice-chefe de polícia do Irã, brigadeiro-general Ahmad Reza Radan, alertou que haveria um "duro confronto" se estudantes não deixassem a área, segundo informações da agência Fars. A polícia tentou dispersá-los com gás lacrimogêneo. Alguns dos estudantes ficaram feridos durante o confronto – um deles, conforme a agência, com gravidade.

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