Na terça-feira, centenas de estudantes ligados à linha dura do regime iraniano invadiram e depredaram a embaixada da Grã-Bretanha. O ataque ocorreu um dia após o Parlamento do Irã ter aprovado a expulsão do embaixador, numa retaliação à decisão britânica de impor sanções contra o programa nuclear daquele país.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a invasão e advertiu ao Irã sobre a responsabilidade do país na proteção do pessoal diplomático. "Os membros do Conselho de Segurança condenam nos termos mais enérgicos os ataques", destaca a declaração dos 15 países.
Citando a Convenção de Viena, que garante a proteção das sedes diplomáticas, o Conselho afirmou que "as autoridades iranianas devem proteger o pessoal e a infraestrutura consular e diplomática, assim como o pleno respeito de suas obrigações internacionais neste sentido".
Milhares de estudantes radicais iranianos se reuniram em frente à embaixada britânica na cidade para exigir a imediata expulsão de embaixador em Londres. Eles quebraram as janelas com pedras e queimaram bandeiras britânicas e israelenses. Horas mais tarde, pelo menos 100 iranianos invadiram um segundo complexo diplomático.
A polícia iraniana deu um ultimato aos manifestantes para que deixassem a área. O vice-chefe de polícia do Irã, brigadeiro-general Ahmad Reza Radan, alertou que haveria um "duro confronto" se estudantes não deixassem a área, segundo informações da agência Fars. A polícia tentou dispersá-los com gás lacrimogêneo. Alguns dos estudantes ficaram feridos durante o confronto – um deles, conforme a agência, com gravidade.