Mundo

Reino Unido vai enviar 150 homens para reforçar segurança nas Malvinas

Militares realizarão patrulhas diárias na região do arquipélago

Cristina Kirchner exibe placa das Ilhas Malvinas
Cristina Kirchner exibe placa das Ilhas Malvinas Foto : Juan Mabromata / AFP / CP
O governo do Reino Unido anunciou que pretende enviar pelo menos 150 homens para reforçar a segurança nas Ilhas Malvinas. A decisão ocorre em meio a um novo impasse com o governo da Argentina, que cobra a retomada das negociações e o direito ao controle das ilhas. Segundo as autoridades britânicas, o envio dos militares é para proteger eventuais ameaças. Desde o século 19, a Argentina e o Reino Unido disputam o controle das Ilhas Malvinas.

Os militares irão, inicialmente, sobrevoar as Ilhas Malvinas e, depois farão patrulhas diárias na região. A previsão é que fiquem dois meses na área. Os militares irão se unir aos homens da Royal Air Force (RAF) e da Marinha Real (Royal Navy) britânicas que estão nas Malvinas.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que o governo “vai lutar" para manter o controle sobre as ilhas. Em carta enviada ao Reino Unido na semana passada, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, cobrou o direito dos argentinos ao controle das Malvinas. Segundo Cameron, o Reino Unido defenderá de maneira intensa a soberania sobre as ilhas.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina exigiu, em nome do país, a saída das tropas e dos aviões de guerra britânicos das ilhas. Recentemente, o Reino Unido enviou submarinos nucleares e navios de guerra para as Malvinas.

A Argentina tem apelado repetidamente ao governo britânico que retome o diálogo sobre a soberania das Ilhas Malvinas. Mas o governo do Reino Unido informou que não pretende retomar as negociações. Em 1982, um conflito militar entre os dois países deixou um saldo de 649 argentinos mortos e 255 britânicos.

Bookmark and Share