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Relações da UE com Turquia estão afetadas por evolução no país, diz Merkel

Chanceler pediu ao presidente turco que responda às críticas expressadas após referendo

Chanceler pediu ao presidente turco que responda às críticas expressadas após referendo sobre reforma constitucional
Chanceler pediu ao presidente turco que responda às críticas expressadas após referendo sobre reforma constitucional Foto : Odd Andersen / AFP / CP
A relação entre a União Europeia (UE) e a Turquia foi muito afetada pelos acontecimentos políticos recentes, estimou nesta quinta-feira a chanceler alemã, Angela Merkel, um dia depois de expurgos em massa no país.

"O relacionamento turco-alemão, mas também a relação entre a Europa (União Europeia) e a Turquia, foram muito afetados pelos desenvolvimentos das últimas semanas", declarou a chanceler em referência à reforma constitucional que reforça os poderes do presidente turco e aos recentes expurgos impulsionados pelo poder.

Merkel, que falava a deputados alemães em Berlim, pediu em particular ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que responda às críticas expressadas após o referendo sobre a reforma constitucional.  Uma missão conjunta de observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e do Conselho da Europa estimou em 17 de abril, um dia após a consulta, que o referendo não esteve "à altura dos critérios" europeus.

Também ressaltou que a campanha se desenvolveu em condições desiguais que favoreceram o campo do "sim". "O governo turco deve estar à altura deste relatório" e "responder às perguntas" que são feitas, disse a chanceler, advertindo que "acompanhará muito de perto" os passos que Ancara dará.

Merkel deu a entender que a evolução recente na Turquia pode provocar uma resposta da UE. "Vamos discutir na União Europeia, com clareza e inteligência, sobre as consequências precisas que consideramos apropriadas no momento oportuno", disse.

As autoridades turcas realizaram na quarta-feira um novo expurgo em massa de opositores em todo o país. Mais de mil pessoas supostamente partidárias do pregador Fettulah Gülen foram detidas e mais de 9 mil policiais suspensos.