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Relatório não aponta provas contra pivô de distúrbios em Londres

Suspeita era de que pistola encontrada no local do crime tivesse sido usada por homem morto

Policiais descansam em trégua de protestos no sul da capital
Policiais descansam em trégua de protestos no sul da capital Foto : Carl de Souza / AFP / CP
Não "há provas até o momento" de que o homem morto na quinta-feira em um tiroteio policial em Londres – e cuja morte gerou uma série de protestos – tenha disparado contra as forças policiais, disse nesta terça-feira a Comissão Independente de Reclamações da Polícia (IPCC), encarregada da investigação. Mark Duggan, de 29 anos, estava em um táxi quando morreu durante uma operação policial contra a criminalidade na comunidade negra, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Os primeiros incidentes aconteceram no sábado em Tottenham (norte), após uma manifestação inicialmente pacífica organizada por seus colegas. "Até agora não há provas de que a pistola encontrada tenha sido utilizada no incidente", disse a IPCC, em alusão a uma arma encontrada e que não pertencia à polícia.

Em um comunicado divulgado minutos depois, a Scotland Yard enviou um pedido de calma e ressaltou que a família de Mark Duggan não participa das manifestações. "É importante que a investigação seja levada a cabo de maneira completa e profunda", disse a polícia. Antes disso, um médico forense afirmou em uma audiência ante um tribunal de Londres que Mark Duggan, pai de quatro crianças, morreu após levar um disparo no peito.

Em um comunicado transmitido pela rede de televisão Sky News, a família da vítima pediu responsabilidade. "Alguém tem que se responsabilizar pelo que aconteceu", disseram os familiares. "É algo completamente inaceitável, estamos muito enojados e queremos respostas da polícia já", completaram.

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