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Renúncia das Farc é positiva, mas insuficiente, avalia presidente da Colômbia

Juan Manuel Santos quer receber sequestrados “sem circo midiático”

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, avaliou neste domingo como positivo o anúncio da guerrilha das Farc de renunciar ao sequestro de civis, mas advertiu que não é suficiente. "Consideramos o anúncio das Farc de renunciar ao sequestro como um passo importante e necessário, mas não é suficiente na direção correta", ressaltou ele, via Twitter.

Em documento assinado pelo Secretariado (liderança) das Farc, a organização rebelde anunciou neste domingo o fim do sequestro de civis como forma de financiar suas atividades. O grupo também revelou que deixará em liberdade 10 integrantes das forças de segurança que estão em seu poder há mais de 12 anos, quatro a mais do que havia se comprometido a libertar em dezembro passado.

Santos manifestou sua alegria pelos reféns e por suas famílias, e garantiu que o governo dará as garantias necessárias para a libertação sem que isso se transforme em uma atração para a mídia. "Estamos muito felizes por eles e pelos 10 sequestrados que vão libertar e por suas famílias. O governo dará garantias sem circo midiático", assegurou.

Há anos as Farc vinham propondo a libertação de vários membros das forças de segurança que mantinham em seu poder em troca de pelo menos 500 rebeldes presos em penitenciárias do país e dos Estados Unidos. No entanto, desde 2008 deixaram em liberdade de forma unilateral 20 reféns, civis e uniformizados.

Santos, que atingiu duramente as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), inicialmente como ministro da Defesa e desde agosto de 2010 como presidente da Colômbia, ressaltou que está disposto a realizar uma negociação de paz, sempre que o grupo guerrilheiro der gestos claros, como o fim dos sequestros e do recrutamento de menores de idade.

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