O repórter Luciano Nagel está, hoje, no Balneário de Rancura, praia que faz parte de Iloca, no litoral Sul do Chile, perto do epicentro do terremoto ocorrido em 27 de fevereiro, de 8.8 graus na Escala Richter. A praia, devastada pelo tsunami que ocorreu minutos após o tremor, fica a 120 quilômetros de Curicó, uma das cidades mais atingidas pelo terremoto. No local havia muitas residências de veraneio, que foram destruídas com a violência do mar.
O repórter visita o posto de campanha do Exército com médicos, enfermeiros, psicólogos e profissionais de saúde que atendem a população regional. Também há um entreposto com medicamentos doados pela população chilena, roupas e alimentos não perecíveis.
Fontes locais informam que não há energia elétrica e a telefonia móvel funciona de forma precária. O Exército chileno realiza controle permanente para evitar saques às residências e a estabelecimentos comerciais. Dados oficiais revelam que em todo o Chile morreram 675 pessoas, sendo que 475 foram identificadas e 200 ainda estão nos necrotérios de todo o país. Centenas seguem desaparecidas.
Conforme a enfermeira Tatiana Campos Bravo, que atua no posto de saúde de Rancura, muitos pacientes estão sofrendo de síndrome do pânico, principalmente aqueles que perderam familiares e bens. Além disso, as equipes atendem em casa pessoas com doenças crônicas, como diabéticos e hipertensos.
Nagel segue no balneário até a noite, quando seguirá para a cidade de Curicó, perto de Concepción, no Sul do Chile.
Reportagem percorre o Balneário de Rancura, no Sul do Chile
Local foi o mais devastado pelo tsunami que seguiu terremoto de 8.8 graus na escala Richter