O encarregado de negócios dos Estados Unidos em Cuba desde 2024, Mike Hammer, disse durante uma visita neste fim de semana à província de Trinidad, no centro da ilha, que moradores lhe “gritaram alguns insultos”. Os norte-americanos não tem representação diplomática oficial na nação comunista, por isso Hammer é o responsável pelos contatos oficiais.
"Acho que pertencem a certo partido, mas sei que não representam o povo cubano, os cubanos comuns”, disse Hammer em um vídeo publicado no X, em referência ao Partido Comunista de Cuba. O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado pediu às autoridades da ilha que “cessem imediatamente seus atos repressivos de enviar indivíduos para interferir no trabalho diplomático do encarregado de negócios”, Mike Hammer.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, que a reportagem não conseguiu verificar de forma independente, um grupo de cubanos grita “assassino” e “abaixo o bloqueio”, em referência ao embargo dos Estados Unidos à ilha, na noite de sábado em frente a um hotel de Camagüey, onde Hammer estava hospedado.