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República Dominicana autoriza EUA a usar aeroportos para operação antidrogas no Caribe

Venezuela denuncia essas operações como um pretexto para derrubar o presidente Nicolás Maduro e tomar os recursos naturais do país

Presidente Luis Abinader recebeu o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, nesta quarta-feira, 26
Presidente Luis Abinader recebeu o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, nesta quarta-feira, 26 Foto : HANDOUT / US DEPARTMENT OF DEFENSE / AFP / CP

A República Dominicana autorizou os Estados Unidos a utilizarem por tempo limitado seu principal aeroporto e uma base aérea para operações logísticas em meio ao desdobramento militar no Caribe, anunciou o presidente Luis Abinader ao lado do chefe do Pentágono, Pete Hegseth.

Hegseth chegou nesta quarta-feira, 26, a Santo Domingo para falar sobre as operações de narcotráfico que os Estados Unidos conduzem no Caribe e no Pacífico com uma flotilha de navios de guerra, caças e o maior porta-aviões do mundo.

A Venezuela denuncia essas operações como um pretexto para derrubar o presidente Nicolás Maduro e tomar os recursos naturais do país. 'Concordamos com os Estados Unidos em ampliar temporariamente a cooperação para reforçar a vigilância aérea e marítima contra o narcotráfico', disse Abinader após reunir-se com Hegseth.

'E nesse contexto anuncio ao país que autorizamos os Estados Unidos, por um prazo limitado, a usar espaços restritos na base aérea de San Isidro e no Aeroporto Internacional Las Américas para a operação logística de aviões de reabastecimento de combustível, transporte de equipamentos e pessoal técnico', acrescentou.

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Os Estados Unidos lançaram em agosto sua operação no Caribe, pouco depois de acusarem Maduro de liderar o suposto Cartel de los Soles, que foi classificado na segunda-feira como uma organização terrorista.

A República Dominicana começou a colaborar pouco depois com Washington e anunciou várias apreensões de drogas. Desde setembro, os Estados Unidos atacaram cerca de vinte lanchas de supostos narcotraficantes, matando aproximadamente 83 pessoas.

Especialistas questionam a legalidade desses ataques. Washington também realizou exercícios militares com seu aliado Trinidade e Tobago, que na véspera recebeu a visita do chefe do Estado-Maior americano, Dan Caine.