Legisladores do Congresso americano convocaram o presidente Donald Trump a reagir com firmeza ante o regime de Bashar al-Assad após um suposto ataque com armas químicas nesta terça-feira em uma cidade controlada por rebeldes na Síria, que deixou dezenas de mortos. "Assad está testando o presidente Trump e o nosso secretário de Estado, Rex Tillerson. Não podemos não fazer nada", disse o senador republicano John Kennedy à CNN.
Partidário de longa data de um envolvimento mais intenso na Síria, o senador republicano John McCain pediu mais uma vez ao presidente que "arme o Exército Sírio Livre". "Bashar al-Assad e seus amigos, ou seja, os russos, dão atenção ao que os americanos dizem", acrescentou McCain. "Estou certo de que se sentem estimulados pela saída dos Estados Unidos e pela abertura aos russos. É um novo capítulo vergonhoso da história americana".
O legislador democrata Eliot Engel se disse "horrorizado" pelo ataque à cidade de Khan Sheikhun. "Agora que Donald Trump colocou a superpotência à margem, tenho temor do que pode acontecer com o povo sírio", declarou. A Casa Branca confirmou nesta terça-feira o que classificou de ataque químico "repreensível" e "intolerável" na Síria e culpou diretamente o regime de Assad.
O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, declarou que o presidente Donald Trump foi informado extensivamente sobre o ataque e opinou que é do "melhor interesse" dos sírios que Assad não lidere o país. "O ataque químico de hoje na Síria contra pessoas inocentes, incluindo mulheres e crianças, é repreensível", disse Spicer, ressaltando que o governo está "confiante" em sua avaliação de que Assad é o culpado. Ao menos 58 civis perderam a vida no ataque, e 170 pessoas ficaram feridas.
Republicanos pedem que Trump tome medidas após ataque químico na Síria
Para legisladores do Congresso, governo sírio está testando o presidente americano