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Reuniões entre as duas Coreias terminam sem acordo

Novo encontro irá debater reabertura do complexo industrial

As conversações entre as duas Coreias sobre a reabertura do complexo industrial em território norte-coreano foram concluídas nesta quarta-feira sem um acordo. Mas as duas nações acertaram reunir-se de novo na próxima semana. As discussões sobre o local fechado unilateralmente por Pyongyang em abril prosseguirão no dia 15 de julho, anunciou o chefe da delegação da Coreia do Sul, Suh Ho, depois de quatro horas de conversações.

"O Norte e o Sul acertaram que o complexo deve ser mantido e desenvolvido", indicou Suh, falando no próprio complexo, localizado justamente no interior da Coreia do Norte. "Resolvemos que a suspensão atual de três meses não deverá se repetir depois da reabertura. O tema será tratado novamente no próximo encontro".

Uma delegação sul-coreana viajou para a Coreia do Norte para tentar reativar o complexo, crucial para a economia norte-coreana e para as empresas do vizinho do Sul. Os países já perderam centenas de milhões de dólares depois que os trabalhadores norte-coreanos pararam as atividades.

As duas Coreias chegaram a um acordo no domingo, depois de 15 horas de delicadas negociações para reabrir o complexo industrial conjunto de Kaesong. Decidiram que as empresas presentes no local financiado pela Coreia do Sul, mas situado na Coreia do Norte, retomarão suas atividades assim que estiverem prontas para isto.

Seul quer uma garantia por escrito para impedir um novo fechamento unilateral de Kaesong, mas é pouco provável que consiga, já que isso significaria que a Coreia do Norte assume a responsabilidade pelo fechamento dos últimos meses. As discussões do fim de semana marcaram "um primeiro passo, mas a parte difícil começa agora", destacou um representante do ministério da Unificação.

A retomada das negociações ocorre após dois meses de fortes tensões entre os países e de ameaças por parte de Pyongyang, cuja economia se enfraqueceu depois das sanções decretadas pelas Nações Unidas devido a seus testes nucleares. A Coreia do Norte retirou em 8 de abril seus 53 mil empregados das 123 fábricas desta zona industrial. A Coreia do Sul, por sua vez, retirou seus executivos e funcionários pouco depois.

O complexo industrial de Kaesong é fruto da "diplomacia do raio de luz", promovida pela Coreia do Sul de 1998 a 2008 para estimular os contatos entre os dois irmãos inimigos. Os dois países seguem tecnicamente em estado de guerra desde a guerra da Coreia, que terminou com um armistício, mas sem a assinatura de um tratado de paz.


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