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Reviravolta em caso de Strauss-Kahn anima socialistas franceses

Há um mês e meio, ex-diretor-presidente do FMI era líder nas pesquisas à corrida presidencial

 Reviravolta em caso de Strauss-Kahn anima socialistas franceses
Reviravolta em caso de Strauss-Kahn anima socialistas franceses Foto : Stan Honda / AFP / CP
A reviravolta no processo contra o ex-diretor-presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, nesta sexta-feira, animou os socialistas franceses, que começaram a sonhar com o retorno do político à corrida presidencial contra o atual presidente Nicolas Sarkozy, em 2012. Há um mês e meio atrás, Strauss-Kahn era o favorito nas pesquisas pré-eleitorais, antes de ser preso sob acusação de violência sexual.

A libertação do político, hoje, representa para os socialistas franceses "um momento de grande alívio", segundo declarou em Paris o porta-voz do partido, Benoît Hamon. O ex-diretor-presidente do FMI ficou fora da corrida em 14 de maio, quando uma funcionária do hotel Sofitel, de Nova Iorque, o denunciou por tentativa de estupro. Poucos dias depois, ele teve que renunciar ao cargo no FMI.

Ânimo

Os principais partidários receberam as notícias com alegria. "Foi uma bomba, mas no sentido contrário desta vez", disse o ex-premier socialista Lionel Jospin (1997-2002), referindo-se à surpresa que sentiu ao saber que o ex-ministro das Finanças foi preso em 14 de maio. Os aliados mostraram-se muito cautelosos quanto à possibilidade de que ele seja absolvido e possa apresentar-se às eleições presidenciais.

Mas concordaram que, caso ele seja declarado inocente e volte à política, poderá inclinar a balança em favor do Partido Socialista às eleições de 2012. "A presença dele do nosso lado seria decisiva para nosso êxito na eleição presidencial", disse Jack Lang, ex-ministro socialista de Cultura, à televisão BFM. Strauss-Kahn será "um ator indispensável da vida política nos próximos meses", disse o deputado socialista Jean-Marie Le Guen, próximo ao ex-chefe do FMI, à rádio France Inter.

Apesar da libertação, a Justiça americana reteve seu passaporte e esclareceu que o caso por agressão sexual continua aberto. Uma próxima audiência está programada para 18 de julho. "A acusação não abandona as demandas, então esperaremos até a nova audiência para conhecer os avanços deste caso", previu Hamon.

Eleições primárias

Os socialistas franceses abriram nesta terça-feira o processo das eleições primárias, que culminará com a eleição em outubro de seu candidato à eleição presidencial. Diante da acusação contra Strauss-Kahn, a líder do partido socialista, Martine Aubry, que em princípio devia ser sua companheira de chapa, decidiu apresentar a pré-candidatura. Os principais rivais são o deputado François Hollande, e a candidata de 2007 Ségolène Royal.

O prazo de apresentação de candidaturas expira em 13 de julho. Próxima a Strauss-Kahn, Michèle Sabban propôs que o processo seja suspenso para que haja tempo de ele se apresentar. Hamon disse antes da sessão desta sexta-feira no tribunal de Manhattan que, até o momento, não se trabalha com a possibilidade de tal suspensão.

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