O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode em breve aparecer em uma nova nota de 250 dólares (1.260 reais, na cotação atual). A iniciativa dos republicanos romperia com uma tradição de um século e meio.
É o projeto mais recente com o qual o republicano busca deixar sua marca em inúmeros prédios e símbolos do país. Uma proposta para a nova nota, ilustrada pelo rosto de Trump com um olhar penetrante, foi revelada nesta quinta-feira, 28, pelo Washington Post.
Se o plano for concretizado, será a primeira vez em um século e meio que a imagem de uma pessoa viva – e de um presidente em exercício – aparece na moeda americana. "Neste momento há um projeto de lei na Câmara dos Representantes e no Senado para mudar o primeiro requisito, de modo que uma pessoa viva, Donald J. Trump, possa aparecer em uma nota de 250 dólares", declarou nesta quinta o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em coletiva de imprensa.
A iniciativa foi apresentada no Congresso no ano passado, mas não avançou. "Não acho que haja nada de inadequado em que o presidente dos Estados Unidos, a pessoa que é presidente dos Estados Unidos, apareça na nota do 250º aniversário", disse Bessent.
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Ele afirmou que o Departamento do Tesouro fez preparativos preliminares caso a legislação seja aprovada, mas que "se aterá à lei". O esboço publicado pelo Post inclui a frase "America 250 anniversary", em alusão à declaração de independência dos Estados Unidos em 4 de julho de 1776. Segundo o jornal, dois funcionários do Tesouro nomeados por Trump começaram no ano passado a instar a equipe do Departamento de Gravura e Impressão a preparar protótipos.
Desde 1866 é proibido que a imagem de uma pessoa viva apareça em uma nota. Naquele ano, "um burocrata de nível intermediário do Tesouro apareceu em uma nota de 5 centavos", lembrou o veículo. Uma porta-voz do Tesouro disse à AFP que o Departamento de Gravura e Impressão está "realizando o planejamento e a devida diligência correspondentes" em resposta à proposta.
Os democratas rejeitaram o projeto. O senador Mark Warner, membro do comitê bancário do Senado, afirmou que a iniciativa sem precedentes equivale à Casa Branca alimentar "descaradamente o ego do presidente".