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Rubio aborda com Netanyahu as consequências do ataque ao Catar e a situação em Gaza

Operação, que ocorreu na semana passada em Doha, causou descontentamento na Casa Branca

Rubio se encontrou com Netanyahu e visitou locais sagrados em Jerusalém
Rubio se encontrou com Netanyahu e visitou locais sagrados em Jerusalém Foto : Nathan Howard / POOL / AFP

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, chegou a Israel para se encontrar com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A pauta principal da reunião é o ataque israelense contra líderes do Hamas no Catar, um país aliado de Washington. A operação, que ocorreu na semana passada em Doha, causou descontentamento na Casa Branca e pode ter impacto nas negociações de trégua em Gaza.

A visita acontece uma semana antes de uma cúpula da ONU, convocada pela França, para debater o reconhecimento de um Estado palestino — uma iniciativa que o governo de Netanyahu rejeita veementemente. Apesar da aliança com Israel, o presidente Donald Trump expressou seu descontentamento com o ataque no Catar, afirmando que "não estamos felizes com isso. O presidente não ficou feliz com isso".

Discurso sobre Jerusalém

Durante sua estadia, Rubio se encontrou com Netanyahu e visitou locais sagrados em Jerusalém. O secretário de Estado, que é católico, publicou em uma rede social que a visita expressava sua crença de que Jerusalém é a "capital eterna" de Israel. Essa declaração contraria a postura histórica de líderes americanos e o consenso internacional, que não reconhecem a anexação israelense de Jerusalém Oriental. A Autoridade Palestina planeja estabelecer a capital de seu futuro Estado nessa área.

Apesar da discordância sobre o ataque no Catar, a aliança entre Israel e os Estados Unidos se mantém forte. Netanyahu declarou que a parceria "nunca foi tão forte" e, na tarde desta segunda-feira, Rubio deve participar da inauguração de um túnel para peregrinos religiosos em Jerusalém. A iniciativa causa polêmica entre palestinos e grupos de direitos humanos, que a veem como uma forma de legitimar a reivindicação de Israel sobre Jerusalém Oriental.

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