O Kremlin alertou, nesta quinta-feira (15), que o tempo para a Ucrânia aceitar um acordo de paz está se esgotando, em um momento de agravamento da crise humanitária em Kiev. Com temperaturas atingindo -12°C, milhares de civis permanecem sem calefação devido à intensificação da ofensiva russa, considerada o maior conflito europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
A Rússia rejeitou propostas ocidentais recentes e reafirma a intenção de anexar militarmente os territórios reivindicados caso a via diplomática não atenda às suas exigências.
O porta-voz de Moscou, Dmitri Peskov, afirmou que a situação do governo ucraniano se deteriora diariamente e que a margem de manobra do presidente Volodimir Zelensky é cada vez menor. O Kremlin pressiona Kiev a aceitar as condições de Vladimir Putin, que exige a retirada das tropas ucranianas de vastas áreas no leste e sul do país como pré-requisito para um cessar-fogo.
O impasse ocorre após meses de negociações infrutíferas que geraram frustração inclusive no governo de Donald Trump.
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Apesar da resistência russa a ajustes, Zelensky informou que negociadores da Ucrânia, Estados Unidos e Europa chegaram a um consenso sobre um plano de 20 pontos para encerrar o conflito. Esta proposta é uma adaptação de um texto inicial de Washington que, originalmente, era visto como favorável aos interesses de Moscou.
Embora Peskov tenha confirmado que o diálogo com os americanos continua, ele ressaltou a importância de que a visão russa prevaleça nas discussões para que qualquer acordo seja efetivado.