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Rússia considerará qualquer presença militar ocidental na Ucrânia um “alvo legítimo”

Moscou rejeita qualquer intervenção de países da Otan

Posição da Rússia é de que nenhum acordo assinado por Kiev e seus aliados europeus sobre o envio de contingentes externos será aceito ou respeitado
Posição da Rússia é de que nenhum acordo assinado por Kiev e seus aliados europeus sobre o envio de contingentes externos será aceito ou respeitado Foto : MIKHAIL METZEL / POOL / AFP

A Rússia emitiu um alerta severo nesta quinta-feira (8), afirmando que qualquer presença de tropas estrangeiras em território ucraniano será considerada um "alvo militar legítimo". A declaração da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, surge como resposta ao acordo firmado por aliados ocidentais para o envio de uma força multinacional de paz assim que um cessar-fogo for estabelecido.

Moscou rejeita qualquer intervenção de países da Otan, classificando a iniciativa como perigosa e destrutiva. Zakharova utilizou uma retórica agressiva ao rotular a Ucrânia e seus aliados europeus como o "eixo da guerra".

O termo é uma reação à reunião da chamada Coalizão de Voluntários, ocorrida em Paris na última terça-feira. No encontro, nações como França, Reino Unido e Espanha, com respaldo dos Estados Unidos, comprometeram-se a oferecer garantias de segurança "robustas" a Kiev.

O plano prevê o envio de militares para monitorar a paz em um conflito que já se estende por quase quatro anos, embora os detalhes operacionais ainda não tenham sido divulgados.

Impasse diplomático sobre a força de paz

A posição da Rússia é de que nenhum acordo assinado por Kiev e seus aliados europeus sobre o envio de contingentes externos será aceito ou respeitado. O Kremlin argumenta que a entrada de soldados de potências ocidentais, mesmo em missão de paz, constitui uma escalada direta e uma violação de suas linhas vermelhas.

Esse posicionamento oficial reforça o impasse nas negociações de paz, já que Kiev considera a presença internacional indispensável para garantir que Moscou não retome a ofensiva após um eventual acordo de cessar-fogo.

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