Ao menos 400 civis da cidade síria sitiada de Madaya precisaram ser evacuados de maneira urgente nesta segunda-feira, segundo o embaixador da Nova Zelândia nas Nações Unidas, Gerard van Bohemen. O diplomata fez seu pronunciamento ao final da rodada de consultas no Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na cidade ocupada por grupos rebeldes.
Madaya está cercada há seis meses pelas tropas leais ao regime do presidente Bashar al Assad, à qual nesta
segunda-feira chegou um primeiro comboio de ajuda humanitária. Os embaixadores dos 15 países integrantes do Conselho foram informados sobre a situação na Síria pelo responsável de operações humanitárias da ONU, Stephen o'Brien.
Van Bohemen não precisou as razões de seu pedido urgente de evacuação, limitando-se a assinalar que as pessoas envolvidas estão em situação crítica. "É importante destacar que sitiar (uma população civil) com o objetivo de fazê-la passar fome é um crime de guerra", destacou o embaixador espanhol Román Ozargún Marchesi, que qualificou de "positiva" a autorização de Damasco para que Madaya seja abastecida.
Espanha, Nova Zelândia e França solicitaram a realização desta rodada de consultas do Conselho, que "continuará monitorando a situação", segundo o diplomata espanhol. O regime concordou, na semana passada, em autorizar a entrega de alimentos em Madaya, o que também será permitido em outros povoados sitiados e controlados por rebeldes.
Os primeiros caminhões com alimentos e medicamentos chegaram nesta segunda-feira a Madaya.
"Deve ser um início, e não apenas uma operação pontual", disse Gerard van Bohemen. Ao menos 400.000 pessoas vivem em zonas sitiadas por tropas do regime ou por grupos armados rebeldes e não podem receber abastecimento, segundo a ONU.
Síria: 400 pessoas em Madaya precisam ser evacuadas com urgência
Cidade está cercada há seis meses pelas tropas leais ao regime do presidente Bashar al Assad