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Síria acatará a resolução da ONU sobre arsenal químico

Ataque aéreo contra escola matou 16 pessoas após presidente anunciar cooperação

Bashar al-Assad declarou que acatará a resolução da ONU sobre arsenal químico
Bashar al-Assad declarou que acatará a resolução da ONU sobre arsenal químico Foto : Louai Beshara / AFP / CP
O presidente sírio Bashar al-Assad declarou neste domingo que seu país acatará a resolução das Nações Unidas sobre armas químicas adotadas na sexta-feira. "Vamos respeitá-la e nossa história demonstra que sempre respeitamos nossa assinatura em todos os tratados que firmamos", declarou o presidente.

Assad disse ainda que a Europa não tem a capacidade necessária para desemprenhar um papel-chave nas negociações de paz sobre a Síria. "Sinceramente, a maioria dos países europeus não tem a capacidade de desemprenhar um papel na Genebra 2 (conferência de paz sobre a Síria), já que não possui o que se necessita para ter sucesso nesse papel", afirmou.

Por outro lado, Assad afirmou que a reaproximação entre Estados Unidos e Irã é positiva para seu país: "Se os americanos forem sinceros em sua aproximação com o Irã, os resultados serão positivos no que diz respeito à crise síria e todas as crises na região".

Atentado aéreo

Ainda neste domingo, pelo menos 16 pessoas, em sua maioria estudantes e professores, morreram após um ataque aéreo contra uma escola na cidade rebelde de Raqa, no norte da Síria. "A aviação síria bombardeou a entrada de uma escola técnica na cidade de Raqa, matando 16 pessoas, incluindo dez alunos menores de 18 anos, e ferindo muitos outros, alguns dos quais estão em estado grave", informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O Observatório, que conta com uma ampla rede de ativistas em todo o país, postou um vídeo em que é possível ver corpos mutilados, um deles coberto por livros escolares. "Houve pânico, crianças chorando na escola e tentando se esconder", relatou uma testemunha ao OSDH.

Os rebeldes tomaram o controle de Raqa em 6 de março, sendo a única capital provincial nas mãos dos insurgentes. Atualmente, a cidade é controlada principalmente pelos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

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