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Mesquitas em Deraa anunciaram os nomes dos "mártires" cujos funerais seriam realizados na cidade e, neste sábado, centenas se juntaram na praça central para gritar por liberdade.
O presidente sírio, Bashar al-Assad, enfrenta sua maior crise nos 11 anos em que está no poder, após forças de segurança terem disparado tiros contra manifestantes na sexta-feira, aumentando o número de vítimas dos confrontos, que grupos de defesa dos direitos humanos estimam estar em dezenas.
Três jovens sem camisa subiram nos escombros de uma estátua do falecido presidente Hafez al-Assad, derrubada pelos manifestantes na sexta-feira, em uma cena que lembrou a queda da estátua de Saddam Hussein, no Iraque, em 2003, por tropas norte-americanas.
Uma testemunha afirmou que eles tinham cartazes com as inscrições "as pessoas querem a queda do regime", um refrão ouvido em revoltas em todo o mundo árabe, na Tunísia, passando pelo Egito e pelo Iêmen.
Em Tafas, os participantes da procissão de funeral de Kamal Baradan, que foi morto na sexta-feira em Deraa, atearam fogo ao edifício do Partido Baath e a uma delegacia de polícia, disseram moradores.
Segundo informações da agência internacional EFE, ao menos três pessoas morreram neste sábado na cidade síria de Latakia após disparos desconhecidos durante manifestação pacífica da oposição, conforme informou uma testeminha à rede de televisão "Al Jazeera". A testemunha, identificada apenas pelo nome de Rabee, contatado por telefone, disse que os disparos foram feitos "arbitrariamente" por forças policiais.