Entre as vítimas fatais estão 13 membros de uma mesma família, mortos num ataque das forças do regime na cidade de Kafar al-Ton, província de Hama, assim como três crianças e 16 soldados e membros dos serviços de segurança no país, segundo a OSDH. Na mesma província, quatro pessoas morreram, entre elas uma criança de quatro anos em Sawine, e uma criança de 12 anos em Morik. Oito soldados morreram nos confrontos com desertores em outras cidades.
Na cidade de Deera, nove civis, entre eles uma criança de cinco anos, morreram. O local é berço dos protestos contra o regime de Bashar al-Assad, onde enfrentamentos com militares dissidentes causaram a morte de membros das forças regulares. Em Aleppo, segunda maior cidade do país ainda pouco mobilizada contra o regime de Bashar al-Assad, as forças de segurança agrediram e detiveram vários estudantes da Universidade local. Os militares lançaram bomba de gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 2 mil alunos que participavam de um protesto no campus e detiveram 12 estudantes, indicou o OSDH, no dia seguinte a uma manifestação similar.
"Vários estudantes de ambos os sexos que exigiam a queda do regime foram agredidos com cassetetes elétricos e insultados", afirmou Farès al-Halabi, militante presente no local, pertencente à União de Estudantes Livres de Aleppo. Na província, um jovem de oito anos foi morto a tiros pelas forças do regime na cidade de Ming, segundo o OSDH.
Na província de Idleb (noroeste), sete civis foram mortos em ataques das forças do regime em diversas localidades.
Nesta mesma província, cinco soldados perderam a vida em ataques contra seu veículo. Um civil morreu em Daraya na província de Damasco, e quatro civis e um desertor foram mortos atingidos por disparos das tropas na cidade de Deir Ezzor (leste), segundo a mesma fonte.
No terreno diplomático, a Casa Branca afirmou nesta quinta que o presidente sírio efetua uma agressão "odiosa e imperdoável" contra seu povo. "Vamos trabalhar com vários membros da comunidade internacional para organizar uma transição pacífica nesse país, uma transição que é inevitável e já começou", afirmou Jay Carney, porta-voz do presidente americano, Barack Obama.
Ele indicou, porém, que armar a oposição síria, como desejam influentes membros do Congresso Americano, não está na agenda. "Continuamos pensando que uma solução política é o melhor enfoque, já que armar os rebeldes pode gerar uma situação perigosa e caótica", explicou.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos anunciou nesta quinta que dispõe de uma lista confidencial de altos dirigentes sírios, políticos e militares, envolvidos em "crimes contra a humanidade". A comissão de investigação da ONU apresentou "um documento que traz os nomes destas pessoas" e destaca que "a maioria dos crimes" tiveram "ordens superiores".