No domingo, uma parte do arco do Templo de Vênus e da muralha que cerca a necrópole da cidade antiga também desmoronaram. Há três anos desmoronamentos semelhantes vêm sendo registrados no sítio, provocando uma polêmica com o governo por causa da falta de manutenção de um dos maiores tesouros da região de Nápoles. As zonas afetadas pelo desabamento foram fechadas ao público. O novo ministro da Cultura italiano, Dario Franceschini, convocou uma reunião extraordinária essa semana para avaliar a situação atual do conjunto arqueológico. A União Europeia liberou um pacote de investimentos para a restauração de Pompeia.
Situada nas proximidades de Nápoles, Pompeia foi destruída pela violenta explosão do vulcão Vesúvio em 24 de agosto do ano 79. Seu descobrimento, em 1738, permitiu traçar um quadro exato da vida romana durante o século I. Isto porque a cidade foi petrificada pelas lavas do vulcão. "Ninguém cuida de Pompeia", lamentou Antonio Irlando, do Observatório para o Patrimônio Cultural, que chamou de dramática a situação do sítio. Em 2010, a Casa dos Gladiadores - uma das construções mais conhecidas de Pompeia - desabou. Na época, as autoridades justificaram o desabamento pelas fortes chuvas e uma restauração feita anteriormente.