As causas do descarrilamento do Elevador da Glória ainda estão sendo investigadas pelas autoridades de Portugal. A principal hipótese para a tragédia que matou 16 pessoas é a possível ruptura de um cabo de segurança.
A empresa Carris, responsável pelo transporte em Lisboa, terceirizava a manutenção do bonde centenário. O diretor da agência que investiga acidentes ferroviários anunciou a divulgação de uma nota informativa com as primeiras conclusões, enquanto o diretor da polícia judiciária, Luis Neves, afirmou nesta sexta-feira que nenhuma hipótese foi descartada.
O último balanço divulgado pelas autoridades portuguesas confirmou que 11 das vítimas eram estrangeiras, e as outras cinco eram portuguesas. O acidente chocou a capital, gerando uma onda de comoção e luto.
O acidente, que ocorreu em uma área turística movimentada, impactou famílias de diversas nações. Entre as vítimas fatais, a polícia judicial detalhou as nacionalidades: cinco portugueses, três britânicos, dois sul-coreanos, dois canadenses, uma francesa, um suíço, um americano e um ucraniano. Além das mortes, o incidente deixou cerca de vinte feridos, incluindo pelo menos 11 estrangeiros, segundo os serviços de resgate. Curiosamente, entre os portugueses que perderam a vida, quatro eram funcionários de uma mesma instituição de assistência social, com escritórios na área próximas do acidente.
Os destroços do bonde foram removidos na quinta-feira, mas a comoção ainda estava presente em Lisboa na sexta. Testemunhas, como Bruno Pereira, descreveram o horror de ver o veículo "descer pela rua como um brinquedo". O trágico acidente com o Elevador da Glória não apenas encerra um capítulo na história de um dos pontos turísticos mais queridos de Lisboa, mas também abre um período de luto e reflexão sobre a segurança do transporte público histórico na cidade.