O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, confirmou mortes de cinco pessoas relacionadas à tempestade. Uma das vítimas foi identificada como um homem de 30 anos cuja casa foi atingida pelo desabamento de uma árvore. As demais ainda aguardam relatórios mais detalhados dos bombeiros.
As autoridades locais ordenaram o fechamento de todos os serviços públicos a não ser os essenciais para emergências. Transportes coletivos, escolas, mercado de ações, teatros, museus, pontes e túneis estão fechados ou bloqueados. Os aeroportos La Guarda, JFK e Newark foram fechados no distrito de Columbia com excesso de água nas pistas e ventos acima da capacidade das aeronaves de voar.
Pela manhã, ainda era possível ver comércio aberto e pessoas na rua, mas no início da tarde as lojas fecharam as portas e até as redes de fast food, sempre lotadas, estavam vazias e se preparando para fechar, todos temendo a chegada do furacão. Um guindaste quebrou na 57ª avenida de Manhattan e ameaça desabar sobre a rua, o que obrigou bombeiros a cercarem os arredores da construção.
Desde a tarde de domingo a cidade ficou nublada e com ventos fortes, que se intensificaram nesta segunda-feira e fazem um forte barulho, dando a impressão de que janelas e portas serão arrancadas dos seus lugares. Os supermercados seguiram cheios até fechar. Há muitos americanos comprando lanternas, velas e pilhas e em alguns locais esses produtos acabaram ainda na tarde de domingo. Até geradores de energia estão esgotados, por causa da forte procura, informam os canais de TV, que desde ontem de manhã só falam em Sandy. Imagens da Times Square – um dos principais pontos turísticos da cidade – às moscas são mostradas a todo momento nas redes de TV.
As autoridades locais não param de alertar a população para a gravidade da situação, no que pode ser a maior tempestade que já atingiu os Estados Unidos. "O pior ainda está por vir. Não subestimem essa tempestade", disse Andrew Cuomo. Ele também relatou que mais de 300 mil locais estão sem luz por conta de danos à rede elétrica.
O prefeito da cidade, o milionário Michael Bloomberg, foi duas vezes à TV falar do furacão, pediu para as pessoas deixarem as áreas de risco e não saírem às ruas. "Fiquem em casa lendo um livro, com a família", disse em
entrevista coletiva. Bloomberg disse que as condições causadas pelo furacão Sandy "estão se deteriorando rapidamente" e voltou a pedir que os habitantes deixem a cidade para se protegerem.
Estragos e mortes pela Costa Leste e América Central
As rajadas de vento chegam a 150 km/h e causam destruição por toda a Costa Leste. Ondas se tornaram vagalhões e atormentaram o litoral de Atlantic City, alagando ruas e destruindo localidades turísticas. O vento forte e a chuva torrencial se espalham da Carolina do Norte até o Maine arolina to Maine, deixando mais de 2,2 milhões sem luz em todo o distrito de Columbia. A água acumula a até um metro de altura em alguns pontos baixos da costa, conforme informações do prefeito de Atlantic City, Lorenzo Longford.
A tempestade se formou na última semana, no Caribe, causando forte destruição na América Central. A tragédia foi maior no Haiti, com 51 vítimas fatais. Dois americanos estão desaparecidos na carolina do Norte, depois que o navio de guerra HMS Bounty foi danificado no mar.
Com informações da Agência Estado.