A aprovação foi obtida por 336 a 233 votos na Assembleia Nacional. Após seis jornadas de grandes manifestações, que chegaram a mobilizar um recorde de 3,5 milhões de pessoas em uma ocasião segundo os sindicatos, e 1,2 milhão segundo o governo, o Executivo e a coalizão governante, liderada pelo partido de Sarkozy, a UMP, conseguiram levar a reforma adiante.
O projeto de lei foi submetido nesta quarta-feira à votação final na Câmara dos Deputados um dia depois da aprovação no Senado. Sarkozy pretende promulgar o texto em novembro.
Considerada injusta por mais de 70% dos franceses, a reforma elevará de 60 a 62 anos a idade mínima para ter
acesso à aposentadoria e de 65 a 67 anos para obter uma pensão completa. Também aumentará de 40,5 a 41,3 os anos de contribuições para obter uma aposentadoria a 100%.
As greves que acompanharam a mobilização social, que nas últimas semanas se concentraram no setor de petróleo e ameaçaram paralisar o país, perderam força nos últimos dias.