Perguntado diretamente se o militar poderia ser condenado à morte, Panetta respondeu: "nesta situação isto deve ser considerado". Panetta qualificou o ataque de "terrível perda de vidas" e destacou que ainda não ficou claro o que motivou o massacre de civis.
Na manhã deste domingo, o sargento americano da força internacional da Otan (Isaf) saiu de sua base na província de Kandahar, um reduto talibã, e matou os moradores de três casas de vilarejos próximos, incluindo nove crianças e três mulheres. Depois ele queimou os corpos, voltou à base e relatou a ocorrência. "Não estamos certos de sua motivação, ele permanece sob custódia e garanti ao presidente (Hamid) Karzai que será levado à Justiça, pagará por isto", declarou Panetta.
Mais cedo, o comandante das forças da Otan no Afeganistão, o general americano John Allen, confirmou que o incidente foi "um ato isolado". "A evidência até o momento, tanto em termos de observações como relatórios e entrevistas, nos leva a crer que ele atuou como um só indivíduo neste ponto", afirmou Allen, que se negou a dar o nome do militar para proteger a investigação.
Talibãs prometem vingança
Os talibãs prometeram vingar o massacre. "Os talibãs vingarão cada um dos mártires assassinados de forma selvagem pelos invasores", afirma um texto publicado em um site dos insurgentes islamitas. "A maioria das vítimas são crianças inocentes, mulheres e idosos, massacrados pelos bárbaros americanos, que roubaram sem misericórdia suas preciosas vidas e mancharam suas mãos com sangue."