O advogado de defesa do militar, John Henry Browne, disse à imprensa americana que seu cliente sofreu um ferimento sério causado por um colega um dia antes do massacre, mas que ele não tinha animosidade em relação a afegãos. "Investigadores têm razão ao afirmar que o álcool foi um fator decisivo neste incidente", destacou uma autoridade americana que preferiu manter a identidade em sigilo.
O sargento Bales é casado e pai de dois filhos, e segundo o jornal The New York Times, passava por um momento difícil em seu matrimônio quando abandonou a base na província de Kandahar, no domingo passado, para matar os 16 civis, a maioria crianças. Líderes afegãos exigem que o suspeito seja levado a um tribunal por conta dos assassinatos.
O presidente afegão, Hamid Karzai, criticou nesta sexta-feira Washington pelo massacre, um dia depois de dizer que as forças internacionais deveriam sair dos vilarejos de seu país, colocando em perigo as operações da Otan, dois anos antes do prazo para as tropas deixarem o Afeganistão. Karzai também afirmou que "o governo afegão não recebeu qualquer cooperação de parte dos Estados Unidos" para julgar o autor do massacre no Afeganistão.
"Isto já leva muito tempo. Este comportamento não poderá ser mais tolerado. Não pedimos dinheiro, queremos justiça. Foi um ato intencional perpetrado por soldados americanos. Queremos respostas quando perguntamos porque mataram civis e exigimos que sejam castigados", declarou. O presidente americano, Barack Obama, e Karzai reafirmaram nesta sexta-feira, em conversa por telefone, o objetivo de retirar as forças internacionais do Afeganistão no fim de 2014.