"Em acordo com nossos parceiros, nossas forças aéreas farão oposição a qualquer agressão dos aviões do coronel Kadhafi contra a população de Benghazi. Desde já nossos aviões impedem ataques aéreos contra essa cidade", afirmou Sarkozy no final de uma cúpula internacional extraordinária realizada em Paris.
"Outros aviões franceses já estão preparados para intervir contra tanques que ameaçarem civis desarmados", advertiu Sarkozy. Ele afirmou que o líder líbio "ainda pode evitar o pior" caso respeite "rapidamente e sem reservas" a resolução da ONU, e assegurou que "a porta da diplomacia voltará a se abrir" quando cessarem as agressões contra civis.
Depois de vários dias de árduas negociações, o Conselho de Segurança da ONU aprovou na noite de quinta-feira uma resolução autorizando o uso da força contra as tropas de Kadhafi.
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Uma cúpula de líderes ocidentais e árabes foi aberta hoje em Paris para analisar a situação no país, depois da resolução da ONU que autoriza o recurso à força militar contra o regime de Muamar Kadhafi. Depois de se reunir com os primeiros-ministros canadense, Stephen Harper, e britânico, David Cameron, e com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu, no palácio presidencial, os demais participantes da cúpula.
Entre os 22 líderes está a chanceler alemã, Angela Merkel - cujo país se absteve no voto da resolução da ONU -, o chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, o primeiro-ministro do Qatar, os chanceleres iraquiano, jordaniano e dos Emirados Árabes, assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Nenhum líder africano participa da reunião. O presidente da Comissão da União Aricana (UA), Jean Ping, cuja presença havia sido anunciada, estava na Mauritânia, em reunião com cinco chefes de Estado africanos encarregados de encontrar uma saída pacífica para a crise líbia, segundo uma fonte diplomática francesa.
Rebeldes desmentem regime
Rebeldes líbios anunciaram neste sábado que Misrata, a 200 quilômetros de Trípoli, continua nas mãos da insurgência, que rejeitou a ofensiva militar das forças governamentais de sexta-feira, na qual 27 pessoas morreram. As forças do regime de Muamar Kadhafi chegaram ao centro da cidade, mas os rebeldes as obrigaram a se retirar, segundo um porta-voz da rebelião na cidade. O governo segue sustentando que respeita o cessar-fogo, e que a intervenção militar estrangeira não é válida.
A emissora pública havia anunciado na quinta-feira que Misrata, terceira maior cidade do país, tinha sido reconquistada pelas forças do governo, informação desmentida pelos rebeldes locais. A oposição tomou controle de Misrata dez dias depois do início da revolta contra o regime de Muamar Kadhafi, em 15 de fevereiro, e desde então a cidade é palco de confrontos esporádicos.
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