Em 2007, o departamento americano encarregado da segurança nos transportes (TSA, na sigla em inglês) começou a utilizar estes scanners corporais, que mostram todo o corpo humano, nos aeroportos do país. Seu uso se generalizou este ano, após a compra de 450 novos scanners, graças a fundos do plano de reativação americano. Cerca de 315 novos scanners integrais de raios-X são usados atualmente em 65 aeroportos americanos, segundo a TSA.
Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF) advertiu contra "os riscos potencialmente graves para a saúde" que representam estes scanners, em uma carta enviada em abril ao departamento de ciência e tecnologia da Casa Branca. Na carta, o bioquímico John Sedat e seus colegas explicam que a maior parte da energia que provém destes scanners é absorvida pela pele e pelos tecidos subcutâneos.
O departamento de ciência e tecnologia da Casa Branca respondeu, esta semana, a estas preocupações dizendo que os scanners foram testados "em profundidade" pelas agências governamentais americanas e respeitam as normas de segurança. Resposta que a Sedat considerou "insuficiente".