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Secretário de Estado americano chega a Moscou para negociações com a Rússia

Clima está marcado por divergências entre países sobre a Síria

Secretário de Estado americano chega a Moscou para negociações com a Rússia
Secretário de Estado americano chega a Moscou para negociações com a Rússia Foto : Alexander Nemenov / AFP / CP
O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, chegou a Moscou, em sua primeira visita oficial à Rússia, uma viagem de dois dias que estará dominada pelas divergências entre os dois países sobre a Síria, após o ataque químico da semana passada. Tillerson planeja se encontrar na quarta-feira com seu colega russo, Serguei Lavrov.

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Nesta terça-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, advertiu que não podia confirmar se na agenda havia uma reunião do secretário de Estado com o presidente russo, Vladimir Putin. O secretário de Estado chegou às 16h34min locais (10h34min de Brasília) ao aeroporto Vnukovo de Moscou.

Antes de viajar à Rússia, Tillerson disse aos seus colegas do G7, reunidos na Toscana italiana, que Moscou deveria repensar sua aliança com o presidente sírio, Bashar al-Assad, após o suposto ataque químico que os ocidentais afirmam ter sido lançado por Damasco. Horas antes da chegada de Tillerson, a diplomacia russa informou em um comunicado que esperava "negociações produtivas".

"Não buscamos o confronto, mas uma cooperação construtiva. Esperemos que também seja o que os Estados Unidos querem", afirmou a diplomacia russa em um comunicado. "É por isso que nas próximas negociações queremos acima de todo compreender em que medida os Estados Unidos são conscientes da necessidade de estabilizar e normalizar nossas relações", prossegue o ministério.

A Rússia, que atravessa "o período mais difícil desde o fim da Guerra Fria" em suas relações com os Estados Unidos, diz estar "aberta ao diálogo mais franco possível". A viagem de Tillerson a Moscou ocorre depois do ataque americano contra uma base aérea síria, na madrugada de 7 de abril, ordenado em resposta a um ataque químico atribuído ao regime de Damasco que deixou 87 mortos dois dias antes em Khan Sheikhun, no Noroeste da Síria.

A Rússia, que desmente qualquer responsabilidade de Damasco no ataque químico, denunciou o bombardeio classificando-o de "agressão contra um Estado soberano".