A reunião em Genebra conta com a participação dos países-membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) nas negociações, com exceção da China, cujo envio de representante ainda não foi confirmado. O acordo com o Irã sobre a questão nuclear tem sido viabilizado pela articulação do grupo chamado G5+1: os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha.
Na manhã de ontem o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, se reuniu com a Alta Representante da União Europeia para Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Catherine Ashton, em Lisboa, após o diplomata iraniano Abbas Araghchi ter declarado que haviam sido feitos "progressos mínimos", apesar da boa vontade entre as partes. A movimentação diplomática desses países sinaliza avanços nas negociações que podem levar a um acordo preliminar, com duração de seis meses, período no qual as partes negociariam um acordo global e definitivo. O enriquecimento de urânio dentro das fronteiras iranianas e o tratamento que se deve dar ao reator nuclear de Arak, no Oeste do país, têm sido os temas mais controversos.
O texto em negociação indica a possibilidade da manutenção do enriquecimento de urânio no Irã sob estrito controle internacional. Está em discussão os níveis de enriquecimento permitido e o monitoramento das reservas e dos locais de produção.
'Pensamos que o acordo que está na mesa das negociações é ruim. Se for assinado, vai haver muita coisa a ser feita para levar o Irã a ser confrontado com o dilema: ter a bomba ou [manter] a sobrevivência do regime", disse o ministro da Defesa de Israel, Moshé Yaalon, em comunicado sobre a possibilidade do acordo.