O ataque em Rafah foi o terceiro em 10 dias contra uma escola da ONU. Sem atribuir explicitamente a responsabilidade da ação a um lado ou outro, Ban destacou que o exército israelense foi "repetidamente informado sobre a localização" dos refúgios da ONU. Três locais foram atingidos recentemente por ataques. "Os refúgios devem ser áreas seguras e não zonas de combate,"afirmou. Também apontou que o ataque contra a população civil, como os demais, deve ser objeto de uma "investigação rápida" e que os responsáveis devem prestar contas.
Ban se declarou "muito afetado pelo dramático aumento da violência (em Gaza) e com a morte de centenas de civis palestinos". O secretário-geral da ONU voltou a pedir a restauração do cessar-fogo e a retomada das negociações no Cairo "para abordar as questões profundas" que causaram o conflito. Também apelou às partes para que "cessem imediatamente a luta e voltem ao caminho da paz".
O diretor da Agência de Assistência aos Refugiados Palestinos da ONU (UNRWA), Pierre Krahenbuhl, expressou "comoção e incredulidade" ante o bombardeio de mais uma escola das Nações Unidas em Gaza. Krahenbuhl disse ao programa Face the Nation, do canal americano CBS, que a bomba explodiu perto da entrada principal da escola na cidade palestina de Rafah, provocando vários mortos e feridos dentro e fora do edifício.
"Acontecendo após uma série de incidentes, de bombardeios nas últimas semanas e mais recentemente o bombardeio de nossa escola em Jabaliya, que provocou indignação e foi clara e merecidamente condenado pela UNRWA e por mim publicamente, este é, com certeza, outro incidente que gera tanto comoção como incredulidade ante o fato de que pode voltar a acontecer", afirmou.