O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu às partes em conflito em Honduras que evitem maiores distrações nas negociações para se chegar a um acordo que dê fim à crise política, indicou seu porta-voz em um comunicado.
"O secretário-geral da ONU esclareceu que sua posição em relação ao retorno de Zelaya ao poder continua sendo estritamente a mesma estabelecida em uma resolução da Assembleia Geral do organismo".
A resolução em questão "condena o golpe de Estado em Honduras que interrompeu a ordem democrática e constitucional e o exercício legítimo do poder".
Ban Ki-moon insistiu que as partes em negociação devem "permanecer concentradas no objetivo de conseguir um acordo de consenso para pôr fim à crise em Honduras através do diálogo" e que continua "apoiando firmemente os esforços da OEA para ajudar as partes a alcançar uma solução".
O secretário também negou que a ONU considere o golpe de Estado como constitucional. Parte da imprensa hondurenha havia publicado que um relatório da organização tinha concluído que a derrubada de Zelaya do poder foi constitucional.
O prazo imposto por Zelaya para o fim das negociações com os representantes de Roberto Micheletti, que assumiu o governo no lugar do presidente deposto, termina amanhã. Ontem, negociadores dos dois políticos informaram que havia concordância em 90% do acordo.
Sabe-se que a volta de Zelaya ao poder é um ponto sensível das negociações e ontem, pela primeira vez, o presidente deposto cogitou não voltar ao cargo.
As informações são do R7.
Secretário-geral da ONU pede acordo para fim da crise em Honduras
Ban ki-moon negou que golpe tenha sido constitucional