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Secretário-geral da ONU defende “vias diplomáticas” para frear guerra no Líbano

As hostilidades já custaram a vida de 826 pessoas no Líbano desde 2 de março, segundo as autoridades libanesas

Na sexta-feira, Guterres tinha feito um apelo para arrecadar 325 milhões de dólares para apoiar as urgências humanitárias do Líbano
Na sexta-feira, Guterres tinha feito um apelo para arrecadar 325 milhões de dólares para apoiar as urgências humanitárias do Líbano Foto : LEBANESE PRESIDENCY PRESS OFFICE / AFP

O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, afirmou, neste sábado, 14, durante uma coletiva de imprensa em Beirute, que "existem vias diplomáticas" para pôr fim à guerra entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah no Líbano.

“Não existe uma solução militar, mas unicamente a diplomática, o diálogo e a plena aplicação da Carta das Nações Unidas e das resoluções do Conselho de Segurança. As vias diplomáticas estão abertas", afirmou.

"Estamos fazendo tudo o possível neste momento para conseguir uma desescalada imediata e o cessar das hostilidades", declarou Guterres aos jornalistas. As hostilidades já custaram a vida de 826 pessoas no Líbano desde 2 de março, segundo as autoridades libanesas.

"Meu coordenador especial está em contato permanente com todas as partes para levá-las à mesa de negociações, e os capacetes azuis (...) permanecem em suas posições", acrescentou, referindo-se à Força das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

Ele afirmou que os ataques contra os capacetes azuis e suas posições eram "totalmente inaceitáveis e devem cessar. Constituem uma violação do direito internacional e podem constituir crimes de guerra".

Três membros das forças de paz que prestam serviço no contingente ganês ficaram feridos no começo deste mês no sul do Líbano.

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Guterres instou apoiar o governo libanês, que no ano passado se comprometeu a desarmar o Hezbollah.

"Minha mensagem à comunidade internacional é simplesmente que intensifiquem seu compromisso, fortaleçam o Estado libanês e apoiem as Forças Armadas Libanesas para que obtenham as capacidades e os recursos d que precisam. Respondam generosamente ao chamado humanitário", afirmou.

Na sexta-feira, Guterres tinha feito um apelo para arrecadar 325 milhões de dólares (R$ 1,7 bilhão, na cotação atual) para apoiar as urgências humanitárias do Líbano, em especial dos deslocados pelos ataques.

Enquanto isso, em Istambul, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, expressou sua preocupação com a possibilidade de um "novo genocídio" israelense.

"Tememos sinceramente que [o primeiro-ministro israelense, Benjamin] Netanyahu empreenda um novo genocídio sob o pretexto de combater o Hezbollah", declarou Fidan. Por isso, o diplomata turco exortou a comunidade internacional a "tomar medidas imediatas".