Os bombeiros trabalhavam para a empresa Florestal Mininco, pertencente à companhia CMPC, cujas terras foram afetadas pelas chamas na região de Araucanía, 700 quilômetros ao sul de Santiago, vizinha às zonas de Biobío e El Maule, onde o fogo consumiu quase 30 mil hectares, matando um ancião.
Num inesperado pronunciamento no palácio presidencial de La Moneda, Piñera denunciou "a intenção criminosa" desse incêndio. "Portanto, precisamos combater não apenas o fogo, mas também os criminosos que estão por trás disso", acrescentou o presidente, anunciando, ao mesmo tempo, que o governo perseguirá os responsáveis através da promulgação de uma "lei antiterrorista", que vai endurecer as punições estabelecidas pela legislação em vigor.
"Definitivamente, por trás desta intencionalidade e conduta criminosa que provoca incêndios de forma simultânea e deliberada estão escondidos comportamentos de natureza terrorista", assinalou. Em comunicado, a Florestal Mininco denunciou, também, a intencionalidade de um fogo que começou com 50 focos simultâneos.
Os bombeiros mortos eram considerados experientes e pertenciam a uma brigada composta por 10 pessoas, acrescentou a empresa. "De repente, o fogo os envolveu devido ao vento que soprava com força; chegaram a ficar juntos uns dos outros e as chamas os encobriram", relatou Miguel Mellado, governador da província de Cautín, 700 quilômetros ao sul de Santiago.
Pedro Vera, prefeito de Carahue, a comunidade onde fica a empresa forestal, explicou que as chamas começaram sábado em outro setor e se expandiram com rapidez. Outro incêndio afetou também, nesta semana, o parque nacional Torres del Paine, na Patagônia chilena, 3 mil km ao sul de Santiago.