Na segunda-feira, Mert Altintas, de 22 anos, matou com vários tiros o embaixador russo Andrei Karlov no momento em que inaugurava uma exposição de fotos, um assassinato filmado pelas câmeras que cobriam o evento. Mert Altintas, que não estava de serviço, entrou na galeria de arte depois de mostrar sua carteira da polícia e após os serviços de segurança da galeria detectarem que portava uma arma, indicou o jornal Sabah. O policial, que permaneceu atrás do embaixador na típica posição de proteção, sacou rapidamente sua arma e matou o diplomata com vários tiros nas costas.
Após o assassinato, o policial gritou "Deus é grande" e afirmou que sua ação era uma vingança pela cidade de Aleppo, reconquistada pelo exército sírio com o apoio da Rússia. Posteriormente, o assassino do embaixador morreu em um tiroteio com as forças especiais de intervenção da polícia turca.
Mevlüt Mert Altintas pode estar vinculado ao pregador Fethullah Gulen, acusado de ter organizado o golpe de Estado frustrado de 15 de julho, segundo vários meios de comunicação. Esta hipótese havia sido cogitada na segunda-feira pelo prefeito de Ancara, Melih Gökçe.
Gulen, que vive exilado nos Estados Unidos e que nega as acusações de que esteve envolvido no golpe de julho, declarou que sentia uma "profunda tristeza" pelo assassinato do embaixador russo.