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Acompanhando a presidenta Dilma Rousseff à África, o chanceler disse ter sido informado sobre a captura de Kadhafi às 13h37min horário local (10h37min no horário de Brasília) – no momento em que a presidenta estava reunida com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Patriota interrompeu a reunião para informar os presidentes.
Anteontem, durante o Fórum do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), em Pretória (África do Sul), Dilma e os representantes da África do Sul e da Índia condenaram as ações militares na Líbia. Tradicionalmente, o Brasil é contrário às medidas e defende a busca pacífica e o caminho do diálogo.
No entanto, desde março, a comunidade internacional, por intermédio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aprovou uma área de exclusão aérea na Líbia. Na prática há ações militares em áreas específicas do país sob a alegação da necessidade de proteger a população civil. Porém, o Brasil é contrário à iniciativa. "Na Líbia, atuamos orientados pela certeza de que intervenções armadas e especialmente as realizadas à margem do direito internacional não trazem a paz nem protegem os direitos humanos", disse Dilma.
Comemoração na embaixada
Fotografias do ex-líder foram queimadas e rasgadas ao som de música árabe e fogos de artifício na Embaixada da Líbia em Brasília. Segundo diplomatas líbios, esta quinta-feira será de muita alegria e felicidade não só na Líbia como em todos os locais onde há comunidades de líbios.