A saída ocorreu dias depois do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmar que seu governo usaria todos os meios legais para garantir a segurança dos colonos brasileiros e fazendeiros proprietários das terras. "O governo rechaça qualquer ideia de violência ou justiça pelas próprias mãos proveniente de quem quer se seja e já instruiu a força pública a utilizar todos os meios disponíveis para assegurar a ordem pública e a segurança das pessoas", afirmou em um comunicado.
Os “carperos” ameaçaram invadir terras que, segundo eles, possuem títulos falsos e fazem parte de bens obtidos durante a ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). Várias áreas ocupadas por colonos brasileiros "são terras fiscais que pertencem ao povo e devem ser confiscadas e distribuídas aos sem-terras", segundo o líder do Movimento Campesino Paraguaio (MCP), Belarmino Balbuena. Porta-vozes de produtores colonos solicitaram garantias de segurança para trabalhar e produzir, garantindo possuir títulos legais das terras ameaçadas.
O conflito entre os sem-terra e produtores da área que faz fronteira com o Brasil começou depois de o governo descobrir irregularidades em títulos de grandes extensões de terras, segundo a Federação Nacional Campesina (FNC).